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segunda-feira, 26 de junho de 2017

RACIONAIS: UM HOMEM TENTADO DEIXAR SEU PASSADO PARA TRÁS, NA BEIRA DA ESTRADA...


UM HOMEM NA ESTRADA / RACIONAIS MCs

Um homem na estrada recomeça sua vida
Sua finalidade: a sua liberdade
Que foi perdida, subtraída
E quer provar a si mesmo que realmente mudou
Que se recuperou e quer viver em paz
Não olhar para trás, dizer ao crime: nunca mais!
Pois sua infância não foi um mar de rosas, não
Na FEBEM, lembranças dolorosas, então

Um homem deixando a cadeia. O que ele deseja? Redescobrir o que é ser livre, mostrar às pessoas que errou e que reconhece isso. Talvez ele queira provar que não quer mais cometer os mesmos erros do passado.
Mas, no que se refere ao passado, haveria alguma explicação para o cometimento dos crimes pelos quais pagou na cadeia? Uma infância vivida numa FEBEM (atual Fundação Casa), ajuda a explicar ao menos em parte.  

Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim
Muitos morreram sim, sonhando alto assim
Me digam quem é feliz, quem não se desespera
Vendo nascer seu filho no berço da miséria.
Um lugar onde só tinham como atração
o bar e o candomblé pra se tomar a benção
Esse é o palco da história que por mim será contada
Um homem na estrada

“Ficar rico” não é exatamente um objetivo razoável, pelo qual se possa lutar com afinco, esperando alcançá-lo em breve. No entanto, mais à frente ele fala “sair da miséria”. Certamente o que a letra trata como riqueza não passa de viver uma vida “decente”, em que não falta o essencial.

Equilibrado num barranco, um cômodo mal acabado e sujo
Porém, seu único lar, seu bem e seu refúgio
Um cheiro horrível de esgoto no quintal
Por cima ou por baixo, se chover será fatal
Um pedaço do inferno, aqui é onde eu estou
Até o IBGE passou aqui e nunca mais voltou
Numerou os barracos, fez uma pá de perguntas
Logo depois esqueceram, filha da puta!

Agora, a descrição do lar de onde saiu o personagem da história. Aliás, uma realidade comum a milhares e milhares de histórias semelhantes.
Ao final da estrofe, uma pequena amostra de como se vê o “Estado” a partir da perspectiva “deles”.

Acharam uma mina morta e estuprada
deviam estar com muita raiva
"Mano, quanta paulada!"
Estava irreconhecível, o rosto desfigurado
Deu meia noite e o corpo ainda estava lá
coberto com lençol, ressecado pelo sol, jogado
O IML estava só dez horas atrasado
Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim
Quero que meu filho nem se lembre daqui
Tenha uma vida segura.
Não quero que ele cresça com um "oitão" na cintura
e uma "PT" na cabeça.

Mais uma cena cotidiana nas periferias e favelas das grandes cidades. Um homicídio, que se seguiu a um estupro, talvez por motivos pessoais, talvez não... quem sabe? Nunca saberão: não houve perícia, o corpo foi tratado como um entulho a ser recolhido.
Parece bastante natural que um pai procure legar um futuro diferente a seu filho, custe o que custar. É isso ou esperar para vê-lo lançar mão de atitudes mais radicais, inspirado em quem está mais perto...

E o resto da madrugada sem dormir, ele pensa
o que fazer para sair dessa situação
Desempregado então
Com má reputação
Viveu na detenção
Ninguém confia não
E a vida desse homem para sempre foi danificada
Um homem na estrada

Analisando as possibilidades, o desânimo é inevitável: não tem emprego, a ficha criminal está suja, as possibilidades de conseguiu uma oportunidade no mercado de trabalho são quase inexistentes... restam poucas alternativas à sua frente.

Um homem na estrada

Amanhece mais um dia e tudo é exatamente igual
Calor insuportável, 28 graus
Faltou água, já é rotina, monotonia
Não tem prazo pra voltar, hã! Já fazem cinco dias
São dez horas, a rua está agitada
uma ambulância foi chamada com extrema urgência
Loucura, violência, exagerado
Estourou a própria mãe, estava embriagado
Mas bem antes da ressaca ele foi julgado
Arrastado pela rua o pobre do elemento
o inevitável linchamento, imaginem só!
Ele ficou bem feio, não tiveram dó

Essa estrofe começa com uma descrição cotidiana dos bairros periféricos. Quente (planejamento urbano nem nos sonhos mais distantes), serviços públicos péssimos (sem que acarrete punição ou cobrança pela administração pública)
Logo após, outra cena cotidiana: mais um homicídio, agora um bêbado matou a mãe. O julgamento e a sentença costumam ser imediatos: foi linchado pela população.  

Os ricos fazem campanha contra as drogas
E falam sobre o poder destrutivo dela
Por outro lado promovem e ganham muito dinheiro
Com o álcool que é vendido na favela

Álcool é droga? Sim, e muitos crimes decorrem do abuso dessa droga. Como se vê aqui.  

Empapuçado ele sai, vai dar um rolê
Não acredita no que vê, não daquela maneira
crianças, gatos, cachorros disputam palmo a palmo
seu café da manhã na lateral da feira
Molecada sem futuro, eu já consigo ver
Só vão na escola pra comer, apenas nada mais
Como é que vão aprender sem incentivo de alguém
Sem orgulho e sem respeito
Sem saúde e sem paz

Nauseado pela cena bárbara, o personagem procura sair dali. Mas o que vê é igualmente deprimente: pobreza, lixo, pessoas vivendo como porcos num chiqueiro. Fácil traçar como será o futuro: não muito diferente do presente.

Um mano meu tava ganhando um dinheiro
Tinha comprado um carro
Até Rolex tinha!
Foi fuzilado a queima roupa no colégio
Abastecendo a playboyzada de farinha
Ficou famoso, virou notícia
Rendeu dinheiro aos jornais, ham!, cartaz à policia
Vinte anos de idade, alcançou os primeiros lugares
Superstar do notícias populares!

Outro dia, outro crime, outra morte... Agora mataram o traficante que vendia drogas perto de um colégio. Vinha da periferia, seus clientes eram jovens de classe média. Pode ter sido morto por outro traficante, talvez por um policial à paisana, talvez alguém tenha encomendado seu morte, um pai de um aluno que teve problemas sérios em decorrência da droga... Enfim, nunca se saberá.  
O traficante assassinado teve publicidade póstuma e umas linhas sobre si num pasquim embebido em sangue.

Uma semana depois chegou o crack
Gente rica por trás, diretoria
Aqui, periferia, miséria de sobra
Um salário por dia garante a mão-de-obra
A clientela tem grana e compra bem
Tudo em casa, costa quente de sócio
A playboyzada muito louca até os ossos
Vender droga por aqui, grande negócio.
Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim
Quero um futuro melhor, não quero morrer assim,
num necrotério qualquer, um indigente sem nome e sem nada
O homem na estrada

Agora, uma perfeita descrição de como se dá a implantação do tráfico de drogas. Os investidores são ricos, têm contato e poder junto à administração pública: subornará polícia, judiciário, aduanas etc. O planejamento da entrada e da circulação das drogas se dá no “andar de cima”, e eles ficarão com a maior parte dos lucros. Definem os fornecedores e onde a droga será entregue.
A partir daí entra o trabalho braçal, operacional. A distribuição aos pontos de venda, o empacotamento (endolação), os embates com a “concorrência” (outras facções) e as trocas de tiros (com as prisões decorrentes), ficam a cargo dos pobretões.
Quem garante esse cenário trágico? Fome, desemprego e falta de perspectiva. Somando-se a isso: fichas criminais por porte de drogas ou por tráfico. Qualquer pagamento, por mais miserável que seja, garante uma oferta ilimitada de mão de obra para o tráfico.
Como a letra deixa claro: usar crack não é exclusividade de freqüentadores da cracolândia. Não são poucos os usuários de cocaína que se passaram para o crack.
Mas o personagem sabe que o único papel que pode executarnesse comércio é ao lado dos que morrem... e ele não quer isso.

Assaltos na redondeza levantaram suspeitas
logo acusaram favela para variar
E o boato que corre é que esse homem está
Com o seu nome lá na lista dos suspeitos, pregada na parede do bar.

Polícia sem inteligência trabalha assim: alguém denuncia um assalto, procuraram o suspeito que melhor se adéqüe ao papel de criminoso (algum favelado das redondezas). Procuram alguém com alguma passagem é bingo! Já temos um criminoso para a ocasião.
Mas e se não for ele o culpado? Dane-se. É bandido.

A noite chega e o clima estranho no ar
e ele sem desconfiar de nada, vai dormir tranquilamente
mas na calada caguetaram seus antecedentes
como se fosse uma doença incurável
No seu braço a tatuagem, DVC, uma passagem, 157 na lei
No seu lado não tem mais ninguém

Bom, seu nome está na lista. Qual será o passo seguinte? Apreender para averiguação, notificação para prestar esclarecimentos na Delegacia, acareação junto à vítima? Não, bandido bom é bandido morto...
Alguém vai “passar” o “bandido”. Mas é se não tiver sido ele... dane-se!

A Justiça Criminal é implacável
Tiram sua liberdade, família e moral
Mesmo longe do sistema carcerário
Te chamarão para sempre de ex presidiário
Não confio na polícia, raça do caralho.
Se eles me acham baleado na calçada
Chutam minha cara e cospem em mim é
Eu sangraria até a morte
Já era, um abraço!.
Por isso a minha segurança eu mesmo faço

O primeiro verso merece um complemente: implacável com quem não tem como se defender, contra os mais pobres... e só!
Após o cumprimento da pena, o criminoso carregará as conseqüências de um passado indesejado. Não há política de reinserção de ex-presidiários no mercado de trabalho. Portanto a cadeia é um local de recrutamento de mão de obra para futuros crimes.
A parte seguinte traz o famoso relacionamento entre policiais e ex-presidiários. Muitos falam que o relacionamento se dá em bases quase pessoais.

É madrugada, parece estar tudo normal.
Mas esse homem desperta, pressentindo o mal
muito cachorro latindo
Ele acorda ouvindo barulho de carro e passos no quintal
A vizinhança está calada e insegura
Premeditando o final que já conhecem bem
Na madrugada da favela não existem leis
Talvez a lei do silêncio, a lei do cão talvez

Uma coisa nosso personagem não é: ingênuo. Sabe das possibilidades e de como elas podem se dar. Conhece seu ambiente. Sabe que não pode recorrer a ninguém. O inevitável parece iminente.

Vão invadir o seu barraco, é a polícia!
Vieram pra arregaçar, cheios de ódio e malícia
Filhos da puta, comedores de carniça!
Já deram minha sentença e eu nem tava na "treta"
Não são poucos e já vieram muito loucos
Matar na crocodilagem, não vão perder viagem
Quinze caras lá fora, diversos calibres, e eu apenas
Com uma "treze tiros" automática
Sou eu mesmo e eu, meu Deus e o meu orixá
No primeiro barulho, eu vou atirar.
Se eles me pegam, meu filho fica sem ninguém
E o que eles querem: mais um "pretinho" na FEBEM.

A sentença chegou. Será executada. Ele pode se entregar? Não, sabe que será morto de qualquer maneira. A saída é apenas uma: atirar e esperar ser morto. Talvez levar um ou dois consigo. Nada além disso.

Sim, ganhar dinheiro ficar rico enfim
A gente sonha a vida inteira e só acorda no fim
Minha verdade foi outra, não dá mais tempo pra nada
Bang! Bang! Bang!

... a gente só acorda no fim..

"Homem mulato aparentando
Entre vinte e cinco e trinta anos
É encontrado morto na estrada do
M'Boi Mirim sem número
Tudo indica ter sido acerto de contas entre quadrilhas rivais.
Segundo a polícia, a vitima tinha vasta ficha criminal."

E assim ficamos sabendo das notícias...



Rubem L. deF. Auto

quinta-feira, 22 de junho de 2017

BOB MARLEY VIVENDO NUMA FLORESTA DE CONCRETO: CIDADES


CONCRETE JUNGLE / FLORESTA DE CONCRETO

No sun will shine in my day today
(No sun will shine.)
The high yellow moon won't come out to play
(Won't come out to play.)
Darkness has covered my light (and has changed,)
And has changed my day into night
Now where is this love to be found, won't someone tell me?
'Cause life, sweet life, must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle where the livin' is hardest
Concrete jungle, oh man, you've got to do your best, yeah.

Sol nenhum brilhará no meu dia, hoje
(sol nenhum brilhará)
A lua alta e amarela não se mostrará para a gente
(não se mostrará)
A escuridão encobriu a minha luz (e a transformou)
E transformou meu dia em noite
Agora, onde está o amor que eu possa achar alguém me dirá?
Porque a vida, doce vida, deve estar em algum lugar onde eu possa achar, sim
Em vez de uma floresta de concreto onde viver é difícil
Floresta de concreto, cara, você tem que fazer seu melhor, sim

No chains around my feet, but I'm not free
I know I am bound here in captivity
And I've never known happiness, and I've never known sweetcaresses
Still, I be always laughing like a clown
Won't someone help me?
Cause, sweet life, I've, I've got to pick myself from off theground, yeah
In this here concrete jungle,
I say, what do you got for me now?
Concrete jungle, oh, why won't you let me be now?

Não há correntes em meus pés, mas eu não sou livre
Eu sei que estou preso aqui, no cativeiro
E eu nunca conheci a felicidade, e nunca recebi doces cuidados
E mais, continuo rindo como um palhaço
Alguém pode me ajudar?
Porque, docevida, eu tenho, eu tenho que sair daqui, sim
Nessa floresta de concreto,
Eu digo, o que você tem pra mim agora?
Floresta de concreto, oh, por que você não me deixa ficar aqui agora?

I said life, sweet life, must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle, illusion, confusion
Concrete jungle, yeah
Concrete jungle, you name it, we got it, concrete jungle now

Eu disse vida, doce vida, ela deve estar em algum lugar onde possa encontrá-la, sim
Em vez de uma floresta de concreto, ilusão, confusão
Floresta de concreto, sim
Floresta de concreto, chame-a como quiser, é sua, floresta de concreto, agora

Concrete jungle, what do you got for me now

Floresta de concreto, o que você tem pra mim agora



Rubem L. de F. Auto

BOB MARLEY CANTA WAR, PELA PAZ !


WAR / GUERRA

Until the philosophy which hold one race
Superior and another inferior
Is finally and permanently discredited and abandoned
Everywhere is war, me say war

Até que a filosofia que reconhece às raças
Uma ser superior às outras
Esteja final e permanentemente desacreditada e abandonada
Em todos os lugares haverá guerra, eu digo: guerra

That until there are no longer first class
And second class citizens af any nation
Until the color of a man's skin
Is of no more significance than the color of his eyes
Me say war

Até que não haja mais cidadãos de primeira classe
E de segunda classe, em todas as nações
Até que a cor da pele de um homem
Não seja mais significativa do que a cor de seus olhos
Eu digo: guerra

That until the basic human rights are equally
Guaranteed to all, without regard to race
Dis a war

Até que os direitos humanos básicos sejam igualmente
Garantidos a todos, sem discriminação de raça
Haverá guerras

That until that day
The dream of lasting peace, world citizenship
Rule of international morality
Will remain in but a fleeting illusion
To be pursued, but never attained
Now everywhere is war, war

Até esse dia
Os sonhos de paz duradoura, cidadania global
Soberania de uma moralidade única
Serão tratados como ilusões distantes
Podem ser perseguidos, mas nunca serão alcançados
Agora, em toda parte, guerra, guerra

And until the ignoble and unhappy regimes
That hold our brothers in Angola, in mazambique
South Africa sub-human bondage
Have been toppled, utterly destroyed
Well, everywhere is war, me say war

E até que os regimes ignóbeis e infelizes
Que governa nos irmãos em Angola, em Moçambique
Tratamentos sub-humanos na África do Sul
Foram parados, até mesmo destruídos
Bem, em toda parte haverá guerra, eu digo: guerra  

War in the east, war in the west
War up north, war down south
War, war, rumours of war

Guerra no Oriente, guerra no ocidente
Guerra lá no norte, guerra lá embaixo no sul
Guerra, guerra, rumores de guerra

And until that day, the african continent
Will not know peace, we Africans will fight
We find it necessary and we know we shall win
As we are confident in the victory

E até esse dia, o continente africano
Não conhecerá a paz, nós africanos lutaremos
Nós achamos isso necessário e sabemos que venceremos
Afinal, temos confiança na vitória

Of good over evil, good over evil, good over evil
Good over evil, good over evil, good ever evil

Do bem sobre o mal, do bem sobre o mal ...



Rubem L. de F. Auto

BOB MARLEY E SUA CANÇÃO DE LIBERTAÇÃO


REDEMPTION SONG / CANÇÃO DE LIBERTAÇÃO

Old pirates, yes, they rob I
Sold I to the merchant ships
Minutes after they took I
From the bottomless pit
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty
We forward in this generation
Triumphantly

Velhos piratas, sim, eles nos roubaram
Me venderam para traficantes de escravos
Minutos apenas após me tirarem de um buraco sem fundo
Mas minhas mãos se fortaleceram
Pelas mãos de Grande Guerreiro
Seguimos sua criação
Triunfantemente

Won't you help to sing
These songs of freedom?
'Cause all I ever have
Redemption songs
Redemption songs

Gostaria de ajudar a cantar
Essas canções de liberdade?
Porque tudo o que um dia tive
Canções de libertação
Canções de libertação

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets
While we stand aside and look?
Some say it's just a part of it
We've got to fulfill the Book

Libertem-se da escravidão mental
Ninguém, exceto nós mesmos, pode libertar nossas mentes
Não tema a energia atômica
Porque nenhum deles pode parar o tempo
Por quanto tempo mais matarão nossos profetas
Enquanto apenas observamos tudo de perto?
Alguns dizem que é apenas uma parte do todo
Temos que preencher o Livro

Won't you help to sing
These songs of freedom?
'Cause all I ever have
Redemption songs
Redemption songs
Redemption songs

Gostaria de ajudar a cantar
Essas canções de liberdade?
Porque tudo o que um dia tive
Canções de libertação
Canções de libertação


Rubem L. de F. Auto


terça-feira, 20 de junho de 2017

WILLIE NELSON NÃO QUER SER ENTERRADO, QUER SER FUMADO...


ROLL ME UP AND SMOKE ME WHEN I DIE


[Chorus]
Roll me up and smoke me when I die
And if anyone don't like it, just look 'em in the eye
I didn't come here, and I ain't leaving
So don't sit around and cry
Just roll me up and smoke me when I die

Enrolem-me  e me fumem quando eu morrer
E se alguém não gostar disso, apenas olhem-no nos olhos
Eu não vim aqui, e não estou indo
Então não se sente por aqui e chore
Apenas me enrole e me fume quando eu morrer

[Verse 1]
Now, you won't see no sad and teary eyes
When I get my wings and it's my time to fly
Call my friends and tell 'em
There's a party, come on by
Now just roll me up and smoke me when I die

Agora, você não vai cer tristeza e lágrimas nos olhos
Quando eu pegar minhas asas e quando for minha hora de voar
Chame meus amigos e diga-lhes
Há uma festa, venham
Agora só me enrolem e me fumem quando eu morrer

[Chorus]
Roll me up and smoke me when I die
And if anyone don't like it, just look 'em in the eye
I didn't come here, and I ain't leaving
So don't sit around and cry
Just roll me up and smoke me when I die

Me enrolem e me fumem quando eu morrer
E se alguém não gostar, apenas olhem-no nos olhos
Eu não vim aqui e estou indo embora
Então apenas não se sente e chore
Só me enrole e me fume quando eu morrer

[Verse 2]
When I'd go I've been here long enough
So you'll sing and tell more jokes and dance and stuff
Just keep the music playing
That'll be a good goodbye
Roll me up and smoke me when I die

Antes de partir, estive aqui tempo o bastante
Então você cantará e contará mais piadas e dançará e muito mais
Apenas deixa a música tocar
Será uma ótima despedida
Me enrolem e me fumem quando eu morrer

[Chorus]
Roll me up and smoke me when I die
And if anyone don't like it, just look 'em in the eye
I didn't come here, and I ain't leaving
So don't sit around and cry
Just roll me up and smoke me when I die

[Verse 3]
Hey, take me out and build a roaring fire
Roll me in the flames for about an hour
Then take me out and twist me up
And point me towards the sky
And roll me up and smoke me when I die

Hey, levem-me daqui e construam uma chama imensa
Me enrolem na chama por aproximadamente uma hora
Então me Levem e me trancem
E me apontem para o céu
E me enrolem e me fumem quando eu morrer

[Chorus]
Roll me up and smoke me when I die
And if anyone don't like it, just look 'em in the eye
I didn't come here, and I ain't leaving
So don't sit around and cry
Just roll me up and smoke me when I die


Rubem L. de F. Auto


BLACK SABBATH E A FOLHINHA DA FELICIDADE...


SWEET LEAF / FOLHA QUERIDA


[Intro]
"Coughing"
Alright now!
Won't you listen?

[Tosse] ... sacou? J
Tudo certo agora
Querem ouvir?

[Verse 1]
When I first met you, didn't realize
I can't forget you or your surprise
You introduced me to my mind
And left me wanting, you and your kind


Quando te vi pela primeira vez, não pude perceber
Não consigo esquecer você ou a surpresa que você me causou
Você me apresentou à minha mente
E me deixou querendo, querendo você e aquelas como você

I love you, Oh you know it

Te amo, oh, e você sabe disso

[Verse 2]
My life was empty, forever on a down
Until you took me, showed me around
My life is free now, my life is clear
I love you sweet leaf, though you get dear

Minha vida era vazia, para sempre numa deprê
Até que você chegou a mim, mostrou-me outras coisas
Minha vida está livre agora, minha vida está clara
Te amo doce folha, você se tornou minha amada, então

Come on now, try it out

Venham agora, experimentem

Caretas não sabem, o que você sabe
Te põem para baixo e calam sua boca
Você me forneceu u8ma nova crença
E logo o mundo te amará, doce folhinha



Rubem L. de F. Auto

SOBRE KURT COBAIN, MACONHA E VAGINA ÚMIDA


MOIST VAGINA / VAGINA ÚMIDA


She had a moist vagina
I particularly enjoyed the circumference

Ela tinha uma vagina úmida
Eu gostava particularmente da circunferência

[Pre-Chorus]
I've been sucking walls of her anus
Anilingus
I prefer her to any other

Eu chupava as paredes de seu ânus
Cunilíngua
Eu a prefiro a qualquer outra

[Chorus]
Marijuana
Marijuana
Marijuana

Marijuana
Marijuana
...

[Verse 2: Kurt Cobain]
She had a moist vagina
I preferred her to any other

Ela tinha uma vagina úmida
Eu a prefiro a qualquer outra

[Chorus]
Marijuana
Marijuana
Marijuana
Marijuana
Marijuana
Marijuana
Marijuana
Marijuana
Marijuana
Marijuana
Marijuana



Rubem L. de F. Auto

JANES JOPLIN E SUA DECLARAÇÃO DE AMOR À MARY JANE


MARY JANE / MARIJUANA/ MARIA JOANA


[Verse 1]
Now when I go to work, I work all day
Always turns out the same
When I bring home my hard-earned pay
I spend my money all on Mary Jane

Agora que eu vou trabalhar, trabalhando o dia inteiro
Parece sempre o mesmo
Quando trabo para casa meu dinheirinho suado
Eu o gasto todo com Marijuana


[Chorus]
Mary Jane, Mary Jane, Lord, my Mary Jane

Marijuana, marijuana, Senhor, Marijuana


[Verse 2]
Oh if a man should look tame now, mean and mature
They all turns out the same
Because they can't do nothing to make a man feel good
Like my old Mary Jane

Oh, se um homem pareceria caseiro, inteligente e maduro
Terminam ficando todos iguais
Porque eles não conseguem fazer nada que os faça se sentirem melhor
Como o faz a minha velha Marijuana

[Chorus]

[Verse 3]
Now I walk in the street now looking for a friend
One that can lend me some change
And he never questions my reason why
Because he too loves Mary Jane

Agora ando pelas ruas, procurando por um amigo
Alguém que me possa emprestar algum dinheiro
E ele nunca me questiona as razões para tanto
Porque ele também ama Marijuana

[Chorus]

[Verse 4]
Well I have known women that wanted no man
Some that wanted to say
But I never knew what happened in this world
Until I met up with Mary Jane

Bem, conheci mulheres que não queriam homens
Algumas queiram dizer
Mas nunca soube o que se deu nesse mundo
Até que encontrasse a Marijuana

[Chorus]

[Verse 5]
Oh when I'm feeling lonesome and I'm feeling blue
There's only one way to change
Now I walk down the street now looking for a man
One that knows my Mary Jane

Oh, quando me sinto só e me sinto triste
Só há uma maneira de mudar
Agora eu ando pelas ruas, procurando um cara
Algum que conheça a minha Marijuana



Rubem L. de F. Auto

LUCY IN THE SKY E A PSICODELIA CALEIDOSCÓPICA DE JOHN LENNON


Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes
Cellophane flowers of yellow and green
Towering over your head

Look for the girl with the sun in her eyes
And she's gone

Imagine-se num barco, num rio
Com árvores de tangerina e céus de marmelada
Alguém te chama, você responde vagarosamente
Uma garota com olhos de caleidoscópio
Flores de celofane, amarelas e verdes
Dominando sua mente
Olhe a garota com o sol em seus olhos
E ela se foi
Lucy no céu vestindo diamantes
Lucy no céu vestindo diamantes
Lucy no céu vestindo diamantes

Você a segue até uma ponte, próxima a uma fonte
Onde pessoas a cavalo comem tortas de marshmallow
Todos sorriem conforme você passa se esquivando das flores
Que crescem inacreditavelmente alto
Taxis de jornal aparecem na praia
Esperando para te levar
Você entra por trás, com sua cabeça nas nuvens
E se vai
Imagine-se em um trem, na estação
Com carregadores de malas feitos de massinha, usando lindas gravatas de vidro
De repente alguém está lá na catraca
A garota de olhos de caleidoscópio

[Chorus x3]
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Ahh


Obs: Dizem que John Lennon compôs essa letra sob efeito de heroína.


Rubem L. de F. Auto

RAY CHARLES CONVIDA PARA FICAR DOIDÃO DE HEROÍNA COM ELE


LET`S GO GET STONED / VAMOS FICAR CHAPADOS

You know my baby won't let you in
Got a few pennies, a bottle of gin
I'm gonna call your buddy on the telephone
When you work so hard all the day long
And everything you do seems to go wrong
Just drop by my place on my way home
It ain't no harm
To have a little a taste
But don't loose your cool
And start messing up the place
It ain't no harm you're faking just a nip
But don't you fall down bust your lip
Let's go get stoned
Let's go get stoned


Sabe querida, não vou te deixar entrar
Tenho uns tostões, uma garrafa de gin
Chamarei seu amigo pelo telefone
Quando você trabalhar duro, um dia inteiro
E tudo o que você fizer sair errado
Apenas deite ao meu lado, a caminho de casa
Não machuca
Ter um gostinho
Mas não perca seu bom humor
E comece uma bagunça aqui
Não machuca, você está apenas sentindo um falso beliscão
Mas você não se deixa levar, leva embora seus lábios
Vamos ficar chapados
Vamos ficar chapados


Obs: Ray Charles era usuário de heroína. Daí as constantes referências a braços, picadas, lábios (para prender o garrote no antebraço etc.)...



Rubem L. de F. Auto