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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

VIOLÊNCIA URBANA: O FILME SE REPETE DIARIAMENTE


VIOLÊNCIA URBANA
10ZER04

O rádio da polícia anuncia outra morte em plena luz do dia
A violência em evidência o tempo inteiro

Mas não me acostumo e nem gosto do cheiro
É triste ver uma mãe que chora e um irmão que tomba
O desespero nessa hora é o estopim da bomba
Uma cruel tendência cada vez mais forte onde o mais fraco é jogado à própria sorte
Realidade nua e crua
Debaixo da ponte no olho da rua

Violência urbana, violência urbana

Mais um dia amanhece e a cena se repete
Sequestro, estupro, assalto à mão armada, crime hediondo, peculato e cilada
O lixo e luxo em contraste
Injustiça e descaso movendo o desastre
A nossa arma é não calar a boca pois esse tiro é certeiro e à queima-roupa
Realidade nua e crua debaixo da ponte no olho d rua

Violência urbana, violência urbana

"Não fui eu, não fui eu que peguei no alheio
Quando a polícia chegar tira o meu nome do meio
Ô pai ô mãe eu nã matei nem roubei
Quando a polícia chegar tira o meu nome do meio"


Rubem L. de F. Auto

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

JESUS MARGINAL, SOCIEDADE DE FARISEUS: DIGITALBOMB


Marginais
DigitalBomb

Quero saber o por que, não sou bem visto aqui por vocês
Não cometi nenhum crime, nem infringi suas leis
Só recusei, então. por favor, não me leve a mal
Você não me manipula, prazer, eu sou marginal

Você ditou os padrões, seduziu com milhões
Escolheu os vilões, mandou fechar os portões
E quem não aceitou, foi quem cê mais odiou
O que não se dobrou, cê excluiu, deletou

Fui renegado quando escolhi pensar
Pelo jeito de falar, viver e andar
Fecharam o cerco me deram quase nada
Poucas opções, mais uma vida fadada

Quando eu achei que tudo ia mudar
Meu Mestre me disse pra eu não me conformar
Me avisou que o mundo ia me odiar
Pra eu seguir marginal até Ele voltar

Se o mundo não é pra mim, eu continuo assim
Marginal até o fim, até Ele voltar!
Enquanto eu não me moldar, e o mundo me descartar
um marginal se dará, até Ele voltar!
Não sigo esse padrão, eu vivo outra dimensão
Marginal não ladrão, até Ele voltar!
Se o mundo não da trégua, eu continuo em guerra
Marginalizado, como Jesus foi na terra

Foi preso injustamente, falsa acusação
Crime forjado, a injustiça inventando o ladrão
Não quis a glória daqui, mas amou todos aqui
Considerado um marginal antes de subi

Condenado pelos que se dizia de Deus
Desprezado pelos que Ele chamou de seus
O tempo passa e o mesmo sistema aqui segue
Os marginais são os que o diabo não rege

A santidade choca, a sociedade hipócrita
Que sabe o que é correto e anda em linhas tortas
Ainda mais quando ela vem de quem menos se espera
“Cês esperava” que pra sempre eu fosse da goela?

Se o mundo não é pra mim, eu continuo assim
Marginal até o fim, até Ele voltar!
Enquanto eu não me moldar, e o mundo me descartar
Um marginal se dará, até Ele voltar!
Não sigo esse padrão, eu vivo outra dimensão
Marginal não ladrão, até Ele voltar!
Se o mundo não da trégua, eu continuo em guerra
Marginalizado, como Jesus foi na terra

A Santidade embrulha o estômago da sociedade
A sociedade enoja o Espírito da Santidade
A Santidade embrulha o estômago da sociedade
A sociedade enoja o Espírito da Santidade
A Santidade embrulha o estômago da sociedade
A sociedade enoja o Espírito da Santidade
Desde  Abel, que entendia a justiça e seus custos
São os Cains, que marginalizam os justos

Se o mundo não é pra mim, eu continuo assim
Marginal até o fim, até Ele voltar!
Enquanto eu não me moldar, e o mundo me descartar
um marginal se dará, até Ele voltar!
Não sigo esse padrão, eu vivo outra dimensão
Marginal não ladrão, até Ele voltar!
Se o mundo não da trégua, eu continuo em guerra
Marginalizado, como Jesus foi na terra


Rubem L. de F. Auto


7 BILHÕES DE CRISES, 7 BILHÕES DE GUERRAS: SOMOS 7 BILHÕES


7 Bilhões
DigitalBomb

Abaixe suas armas, se prepare pra batalha
Se prepare pra batalha
Mire no espelho, e se prepare pra batalha
Se prepare pra batalha
Pra conquista ou pra renúncia
Se prepare pra batalha
É você contra você, se prepare pra batalha
Se prepare

Crises pessoais, são 7 bilhões
Identidades alteradas, são 7 bilhões
Influenciados, são 7 bilhões
Precisando de socorro, são 7 bilhões
Entre o céu e o inferno, são 7 bilhões
Buscando uma saída, são 7 bilhões
Cada um com a sua luta, são 7 bilhões
7 Bilhões, são 7 bilhões de guerras

Enquanto uns lutam por vida, outros lutam por terras
Ninguém se isenta, 7 bilhões de guerras
Sem sangue exposto, mas colecionando sequelas
Ninguém se isenta, 7 bilhões de guerras
Lutas ao lado, mas a do lado não te afeta
Ninguém se isenta, 7 bilhões de guerras
Quando se luta por dentro não há tempo pra tréguas
Qual é a sua entre 7 bilhões de guerras?
Qual é a sua entre 7 bilhões de guerras?
Qual é a sua entre 7 bilhões de guerras?


Rubem L. de F. Auto


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

INVASÕES BÁRBARAS: O QUE OCORRE QUANDO O IMPÉRIO NÃO CONSEGUE MAIS SE FINANCIAR?

(...)

Qual o contra-polo da eficiência geradora de elevação da produtividade, senão a emergência da ineficiência expressa no consumo estatal? Dialética pura: a eficiência privada requer, necessariamente, a ineficiência estatal. Os católicos moralistas que pregam a eficiência dos gastos do governo viajam na maionese. Essa é a história do capitalismo, queiram ou não os puristas, conservadores, equilibristas etc.  Buscar o equilíbrio é praticar o esquizofrenismo total. A inflação é, contraditoriamente, a solução para o sistema em que o padrão de acumulação depende da demanda do departamento III. Com uma mão o governo joga dinheiro na circulação, com a outra lança títulos para enxugar parte da demanda monetária a fim de evitar enchente inflacionária. A dívida pública cresce no lugar da inflação, dialeticamente. Acabar com a dívida ou diminui-la expressivamente é o mesmo que destruir o sistema. Não é à toa que a grande briga nos Estados Unidos, nesse momento, se dá em torno de elevar ou não o teto da dívida. O estouro se prenuncia, agora, porque a bolha inflacionária se aproxima da dívida pública. A credibilidade do governo está em xeque para continuar puxando a demanda capitalista. Os credores temem pelo excesso de risco. Passam a classificar o governo mais rico da terra como perigoso e com tendência negativa no plano econômico. A bolha global em marcha se forma em torno da falta de crédito dos governos. O século 20 foi dinamizado pela estrutura produtiva e ocupacional criada pela demanda estatal expressa em economia de guerra. Os Estados Unidos somente conseguiram superar o colapso de 1929 depois que seguiram o conselho de Keynes: “Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de valer a minha tese – a do pleno emprego – , exceto em condições de guerra. Se os Estados Unidos se insensibilizarem para a preparação das armas, aprenderão a conhecer a sua força”. Essa força, diante do excesso de dívidas e deficits que se acumularam até alcançar o grande estouro de setembro de 2008, perdeu vigor.

(...)

http://independenciasulamericana.com.br/2011/06/bolha-especulativa-global-se-alimenta-da-bancarrota-financeira-do-estado-nacional/


Rubem L. de F. Auto


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

FILHOS DA HIPOCRISIA: SORTUDOS X MORTAIS COMUNS


*Na ocasião da guerra do Vietnã, uma das principais reclamações era sobre a não convocação de jovens ricos, ao contrário dos demais, que morriam aos montes. A banda Creedence Clearwater se encarregou de musicar tais protestos.

Fortunate Son
Creedence Clearwater Revival

Some folks are born
Made to wave the flag
They're red, white and blue
And when the band plays
Hail To The Chief
They point the cannon at you Lord

Alguns caras nasceram
Prontos para segurar a bandeira
São vermelhos, brancos e azuis
E quando a banda toca
Saudações ao Chefe
Eles apontam o canhão para você, Senhor

It ain't me, it ain't me
I ain't no senator's son
It ain't me, it ain't me
I ain't no fortunate one, no

Esse não sou eu, esse não sou eu
Eu não sou filho de Senador
Esse não sou eu, esse não sou eu
Não sou um sortudo, não

Some folks are born
Silver spoon in hand
Lord, don't they help themselves
But when the taxman
Come to the door
Lord the house look a like a rummage sale

Colher de prata nas mãos
Senhor, eles não conseguem resolver seus problemas por si mesmos?
Mas quando a cobrança dos impostos
chega a suas casas
Senhor, a casa se transforma num bazar em liquidação

It ain't me, it ain't me
I ain't no millionaire's son
It ain't me, it ain't me
I ain't no fortunate one, no

Esse não sou eu, esse não sou eu
Não sou filho de um milionário
Esse não sou eu, esse não sou eu
Não sou um sortudo, não

Some folks inherit
Star spangled eyes
They send you down to war Lord
And when you ask them
How much should we give?
They only answer
More, more, more

Alguns caras herdam
Olhos perfurantes
Eles te mandam para a guerra, Senhor
E quando lhes perguntamos
Quanto devemos nos esforçar
Eles apenas respondem
Mais, mais, mais

It ain't me, it ain't me
I ain't no military son
It iain't me, it ain't me
I ain't no fortunate one, no

Esse não sou eu, esse não sou eu
Não sou filho de militar
Esse não sou eu, esse não sou eu
Não sou um sortudo, não

It ain't me, it ain't me
I ain't no fortunate one, no
It ain't me, it ain't me
I ain't no fortunate son, no

Esse não sou eu, esse não sou eu
Não sou um sortudo, não
Esse não sou eu, esse não sou eu
Não sou um filho sortudo, não


Rubem L. de F. Auto

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O MAL QUE A INTOLERÂNCIA FAZ: INOCENTES


INTOLERÂNCIA
INOCENTES

Qual sua cor?
Qual sua religião?
Qual a sua ideologia?
Qual a sua nação?
Qual seu nome?
De onde você vem?
Sua classe social?
Quanto dinheiro tem?
Será que isso importa?
Eu quero uma resposta!
Enquanto isso
Neonazis de armas na mão
Espancam e humilham
Um pobre cidadão

Intolerância
Não, não

Não ao racismo
E a discriminação
Não à miséria e a fome
Falsa libertação
Não ao Neonazismo
E a ignorância
Não à desgraça coletiva
Não à intolerância

Cruzes queimam no seu jardim
A Guerra Santa já começou
Estrangeiros mortos em Berlim
Nova York, Paris, Londres e Moscou
É a solução final
Conflito racial
Entenda isso se for capaz
É na diferença que nós somos iguais

Intolerância
Não, não

Será que é necessário que nos matemos?
Não utilizamos a inteligência que temos
Voltados uns contra os outros
Mate o seu próprio povo
E aí o sistema
Te vence de novo
Não seja um pilantra
Patife,canalha
Não deseje o mal
Não mande o seu filho pra vala
Não destrua o futuro
Pensando em vingança
Genocídio ou suicídio
É intolerância!

Intolerância
Não, não


Rubem L. de F. Auto


A ODISSÉIA DO HOMEM NEGRO EM TERRAS TUPINIQUINS: INOCENTES


O HOMEM NEGRO
INOCENTES

Eu que sou um homem negro!
Vim pra cá acorrentado em navio negreiros
Como um animal
Como um animal!!!!!!
Enfiei minha mãos na terra pra prantar
Na casa grande senhorio fui servir
Como escravo me obrigaram a trabalhar
A trabalhar
A trabalhar

Tentei fugir
Mas conseguiram me apanhar
Sem ter pra onde ir
Conseguiram me pegar
Eu apanhei como um animal
Como um animal eu apanhei
Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro fujão
Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro fujão
Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro fujão
Chibatadas levei

Eu que sou um homem negro
Cansado de apanhar
Fugi para o quilombo dos palmares
E fui lutar
Como um guerreirooo
Meu sangue na terra derramei
Milhares de inimigos em batalha derrubei
Eu lutei como um animal
Como um animal eu lutei
Senhorio então cansado de perder
Resolveu então me libertar
Me paga pra trabalhar
A trabalhar pra receber

Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro fujão
Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro fujão
Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro fujão
Chibatadas levei

Eu que sou um homem negro
Sem ter onde ficar
Na favela me instalei
Na favela que eu fundei
Na favela fui morar
Fiz de tudo pra trabalhar
O que eu ganhava não dava pra pagar
Cinco bocas pra alimentar
Cinco bocas chorando sem parar
Mais uma vez sem opção
Mais uma vez sem sua opção
Eu me tornei um marginal
Um marginal por profissão

Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro fujão
Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro ladrão
Chibatadas levei
Chibatadas pra um negro fujão
Chibatadas levei

Outra vez fui enganado
Outra vez só um escravo
Um escravo remunerado
Outra vezzz
Se precisar eu vou recomeçar tudo outra vez
Vou recomeçar mais uma vez
E outra vez
E outra vez
E outra vez
E outra vezzzzzzzzz

Porque eu sou
Um homem negro !!!!!!!!!!!!!!!

Porque eu sou
Um homem negro !!!!!!!!!!!!!!!

Porque eu sou
Um homem negro !!!!!!!!!!!!!!!


Rubem L. de F. Auto

PÁTRIA AMADA, TÃO ODIADA: INOCENTES


Pátria Amada
Inocentes

Pátria Amada, é pra você esta canção
Desesperada, canção de desilusão
Não há mais nada entre eu e você
Eu fui traído e não fiz por merecer

Pátria Amada, cantei hinos em seu louvor
Mas tudo o que fiz de nada adiantou
Na boca amarga ainda resta esse refrão
Que diz pra morrer por ti e não importa a razão

Pátria Amada, como pude acreditar
Em palavras vazias e promessas soltas no ar
Pátria Amada, você me decepcionou
Quando eu lhe pedi justiça você me negou

Pátria amada!

Pátria Amada, de quem você é afinal
É do povo nas ruas ? Ou do Congresso Nacional
Pátria Amada, idolatrada, salve,salve-se quem puder!


Rubem L. de F. Auto

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

DESACREDITE, QUESTIONE, SEJA ATEU: SEPULTURA


The Age Of The Atheist - A ERA DO ATEÍSMO
SEPULTURA

What do you see depends of what you are looking for
And what are you looking for, needs to be believed
It needs to exist in your head
You need to believe to disbelief
What do you believe depends on the idea planted in your mind
What type of seeds have been planted?
What do you believe depends on what you see

O que você vê depende do que você está procurando
E o que você procura, precisa ser acreditado
Precisa existir em sua cabeça
Você precisa crer para descrer
No que você acredita depende da idéia plantada em sua mente
Quais tipos de sementes foram plantadas?
No que você acredita depende do que você vê

Diversions are blocking our vision from the truth
The clear reality
Diversions turn our world to shit must stop. Deny
No gods, no leaders, no prophets telling my future
No heaven, no hell, not a messiah

Distrações costumam bloquear nossa visão da verdade
A limpa realidade
Distrações transformam nosso mundo em merda, isso precisa parar. Negue
Sem deuses, sem líderes, sem profetas contando o meu futuro
Sem céu, sem inferno, nem um messias

The needle of our medicine injecting poison vaccines
Our veins no longer carry blood, robotized, I deny
No news, no adds, no anchor telling us lies
No secrets, no war, there’s no savior

A agulha de nossa medicina injetando vacinas envenenadas
Nossas veias não carregam mais sangue, robotizadas, eu nego
Sem notícias, sem propagandas, sem âncoras nos contando mentiras
Sem segredos, sem guerra, não há um salvador

It’s the age of the atheist

É a era do ateísmo

All your senses
Eyes wide open

Todos os seus sentidos
Olhos bem abertos

It’s the age of the atheist


Rubem L. de F. Auto


MARIGUELLA: COMUNISMO E SONHOS, POR CAETANO VELOSO


Um comunista
Caetano Veloso

Um mulato baiano,
Muito alto e mulato
Filho de um italiano
E de uma preta hauçá

Foi aprendendo a ler
Olhando mundo à volta
E prestando atenção
No que não estava a vista
Assim nasce um comunista

Um mulato baiano
Que morreu em São Paulo
Baleado por homens do poder militar
Nas feições que ganhou em solo americano
A dita guerra fria
Roma, França e Bahia

Os comunistas guardavam sonhos
Os comunistas! Os comunistas!

O mulato baiano, mini e manual
Do guerrilheiro urbano que foi preso por Vargas
Depois por Magalhães
Por fim, pelos milicos
Sempre foi perseguido nas minúcias das pistas
Como são os comunistas?

Não que os seus inimigos
Estivessem lutando
Contra as nações terror
Que o comunismo urdia
Mas por vãos interesses
De poder e dinheiro
Quase sempre por menos
Quase nunca por mais

Os comunistas guardavam sonhos
Os comunistas! Os comunistas!

O baiano morreu
Eu estava no exílio
E mandei um recado:
"eu que tinha morrido"
E que ele estava vivo,

Mas ninguém entendia
Vida sem utopia
Não entendo que exista
Assim fala um comunista

Porém, a raça humana
Segue trágica, sempre
Indecodificável
Tédio, horror, maravilha
Ó, mulato baiano
Samba o reverencia

Muito embora não creia
Em violência e guerrilha
Tédio, horror e maravilha
Calçadões encardidos
Multidões apodrecem
Há um abismo entre homens

E homens, o horror
Quem e como fará
Com que a terra se acenda?
E desate seus nós

Discutindo-se Clara
Iemanjá, Maria, Iara
Iansã, Catijaçara
O mulato baiano já não obedecia
As ordens de interesse que vinham de Moscou

Era luta romântica
Ela luz e era treva
Venta de maravilha, de tédio e de horror

Os comunistas guardavam sonhos
Os comunistas! os comunistas!


Rubem L. de F. Auto